
Floricultura
A floricultura desenvolvida pela CPTK integra-se no seu modelo de regeneração produtiva, tendo como eixo central a valorização de espécies melíferas adaptadas ao contexto climático do sul de Angola. A moringa ocupa lugar de destaque, não apenas pelo seu valor nutricional e económico, mas também pela sua resistência à seca e capacidade de melhorar a estrutura do solo. Ao seu lado, o girassol é cultivado como fonte importante de néctar e pólen, contribuindo para a alimentação das abelhas e para a diversificação produtiva.
A cooperativa promove ainda o cultivo de flores do campo, arbustos e árvores melíferas autóctones, seleccionadas pela sua capacidade de resistir a crises hídricas e recuperar áreas degradadas. Esta opção privilegia espécies adaptadas ao território, reforçando a biodiversidade local e reduzindo a dependência de variedades exógenas. Paralelamente, são introduzidos hortícolas e frutíferas de interesse melífero, integrados em sistemas agroecológicos que combinam produção alimentar e suporte à polinização.
O objectivo não é apenas produzir flores, mas estruturar paisagens produtivas que alimentem polinizadores ao longo do ano, estabilizem o microclima e promovam economia circular. A floricultura da CPTK articula-se com a apicultura racional, criando um ciclo virtuoso entre plantas e abelhas, onde cada cultivo fortalece o outro. Assim, preserva-se o património vegetal autóctone, aumentam-se rendimentos comunitários e consolida-se um modelo resiliente face às alterações climáticas.
